DICAS DA SEMANA

domingo, 3 de maio de 2026

Meu Tio dorme...

 

Em maio de 2023, ainda sob os efeitos da pandemia, escrevi, baseado na história da ressurreição de Lázaro (amigo de Jesus), o artigo O nosso amigo dorme... Hoje, passados alguns dias do falecimento do meu tio, último filho da família do meu paizinho, digo aos meus irmãos e primos

 

Meu Tio dorme...


No dia 25 de abril, encerramos um ciclo da nossa família com a partida do último irmão do meu Maroquinho – titio Braga. Ele, titia Isaura e o papai viveram longos anos, carregando histórias, memórias, lutas e marcas que atravessaram gerações. Eles foram pessoas fortes que construíram caminhos, enfrentaram muitas dificuldades e deixaram exemplos para nós filhos, netos, bisnetos, tataranetos...

Foi um grande privilégio tê-los como família... e ver partir o último deles traz um sentimento difícil de explicar, como se uma parte importante da nossa história estivesse se despedindo junto com ele, mas não se apagando, pois o caminho que trilharam será sempre lembrado.

Fica a saudade das conversas que não pudemos ter mais nesses seus últimos dias devido ao seu estado de saúde; ficam as lembranças do seu amor pela nossa Tia Antonica, pela família... e pelo Maroquinho (ele o amava como a um pai).

 

Manos e primos, 

O titio, o papai, a mamãe e as titias dormem agora o sono dos justos... A dor da despedida é enorme, mas a gratidão por suas vidas tão longas conosco e por tudo o que eles representaram para nossa família é ainda maior.

Hoje o silêncio pesa diferente, porque não é apenas uma pessoa que parte, mas o fechamento de uma geração inteira que ajudou a formar quem somos. 

De toda forma, creio no Deus da vida, no Deus da ressurreição e por isso meu coração é confortado, esperando que eu e vocês também sejamos merecedores da vida no porvir para viver com eles eternamente.



terça-feira, 31 de março de 2026

Cultivar a/na vida...

 

A Escola Bíblica da minha Igreja Adventista da Promessa, lançou um desafio às Classes: cada uma recebeu um pacote com algumas sementes. A Classe dos Adolescentes, da qual sou professora, recebeu sementes de pimentão. o desafio nos fez refleti bastante sobre

 

Cultivar a/na vida...

Fonte: https://www.petz.com.br/blog/como-plantar-pimenta-biquinho/.

 

O desafio proposto pela EBS à Classe dos Adolescentes me levou a refletir sobre a importância de cultivar boas práticas cristãs. Ao cuidar diariamente dessa pequena planta, percebi que esse gesto simples traduz, de forma profunda, o que significa cuidar da própria vida espiritual. Assim como uma planta não cresce saudável sem atenção e sem dedicação, também a nossa fé necessita de cuidado constante para se desenvolver.

A vida espiritual, quando bem cultivada, assemelha-se a uma semente lançada ao coração: inicialmente frágil e pequena, mas repleta de potencial para crescer, florescer e dar frutos. Regar essa planta e cuidar dela constantemente representou os momentos de oração, da leitura da Palavra e da comunhão com Deus; a água espiritual fortalece nossas raízes, sustentando-nos para permanecer firmes mesmo diante das adversidades e das “secas” da vida.

Da mesma forma, a luz do sol que iluminou e aqueceu a planta, simboliza a presença divina em nossa caminhada diária. É essa luz que orienta nossos passos, iluminando o nosso caminho e trazendo direção e esperança.

Cuidar de uma planta também exige atenção aos fatores que podem impedir seu crescimento. Na vida cristã, isso significa reconhecer e abandonar atitudes negativas que sufocam o nosso desenvolvimento espiritual. Em contrapartida, é necessário cultivar os frutos do Espírito – como o amor, a bondade, a paciência, a humildade, o domínio próprio – que funcionam como o adubo essencial para o fortalecimento da nossa fé.

Acompanhar o crescimento dessa plantinha despertou em mim uma profunda sensação de alegria, de responsabilidade e de dever cumprido. E mais que aceitar e cumprir o desafio lançado, essa experiência reforçou a certeza do cuidado de Deus para conosco todos os dias. Compreendi, assim, que cultivar a fé é um processo contínuo, que exige dedicação, constância e, acima de tudo, amor.Parte inferior do formulário