Vai chegando ao final do ano e
ficamos mais reflexivos. Às vezes passamos boa parte da vida tentando convencer
os outros de que estamos bem, enquanto por dentro travamos diversas batalhas,
forjando um sentimento que não sinto, dando ideia de que
ESTOU BEM!!!
Fonte: https://www.revistaplanetaagua.com/artigo/a-influencia-das-redes-sociais-na-percepcao-do-corpo/.
É interessante
como queremos aparentar o que não existe, como se parecer feliz vale mais do
que estar em paz. Sorrisos são publicados, dores são escondidas e a autoestima
acaba sendo construída sobre a aprovação, a aparência e a validação de que está
de fora.
As perdas, as
rejeições, as decepções e as frustrações podem nos atingir de tal forma e turba
nossa visão de nós mesmos; e sem perceber, começamos a medir nosso valor pelas
feridas que carregamos, mas nenhuma dor deveria ter autoridade para nos
diminuir.
As redes sociais
se tornam vitrines cuidadosamente montadas daquilo que gostaríamos de ser, e
não necessariamente do que realmente somos. Sorrisos publicados escondem
lágrimas; frases motivacionais encobrem as angústias; fotos felizes tentam
convencer de que está tudo bem.
Vivemos
conectados o tempo inteiro, mas, paradoxalmente, cada vez mais distantes da
nossa própria verdade interior. Disfarçamos sentimentos porque temos medo de
parecer frágeis em um mundo que aplaude aparências e cobra felicidade
constante.
Mas a alma
não consegue viver para sempre atrás de filtros. Talvez uma das maiores
necessidades nossas seja aprender que não há vergonha em admitir dor, cansaço
ou necessidade de ajuda. A verdadeira cura começa quando paramos de fingir
força o tempo todo e permitimos que a verdade venha à luz.
Que o novo
ano traga consigo a nossa verdadeira face e que possamos aprender, todos os
dias, a nos amar de verdade – não de forma superficial, mas profunda,
consciente e curadora, porque quando a alma aprende o próprio valor, ela deixa
de mendigar amor em lugares que só oferecem migalhas.
