DICAS DA SEMANA

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Riso

 

Série ARTIFICIAL

Texto XI 


Abram alas que o RISO vai começar... Só que não!!! No poema de hoje trago um riso meio amarelo e triste, referente a letra R da Série ARTIFICIAL.

 



RISO



MEU RISO

É triste som que ignoras

 

No palco

Armo o circo

Para alegrar tua vida,

Mas choras

NA VERDADE

Imploras pelo fim do espetáculo

Que só eu acredito fazer

 

Em nós NÃO há alegRIA,

Mas pilhérias do dia a dia

 

Vivemos num picadeiro

Na certa,

SOU o PALHAÇO!

domingo, 4 de maio de 2025

Têmpora

 

Série ARTIFICIAL

Texto VIII 

 

Estou aqui de novo... E toma-te poesia. Nosso poema de hoje fala de têmpora, a letra T da Série ARTIFICIAL.

 



TÊMPORA

 

ROSTO

CARA

FACE

Na verdade, um disfarce

Que encontrei

Para fugir da tempestade da vida,

Do dilúvio que criei

No meu TEMPORAL!

 

Já não me suporto

Ver no espelho...

Acho que preciso

 de um TEMPO de mim,

 ORA!

terça-feira, 22 de abril de 2025

Invisível

 

Série ARTIFICIAL

Texto VII 

 

Oi, meus amigos. Dando prosseguimento à nossa Série deste período, trouxemos um poema visível, apesar de invisível. Ele representa uma das letras I de ARTIFICIAL.




 

INVISÍVEL

 

Do que me vale existir

Se a ti sou INVISÍVEL?

 

Resta-me então

Continuar assim:

 

I

N

C

O

L

O

R

sábado, 12 de abril de 2025

Fim

 

Série ARTIFICIAL

Texto VI 


Vamos de mais poesia para alegrar a vida. Hoje, nosso poema da Série fala de Fim como representante da letra F de ARTIFICIAL.




FIM


O que é o FIM?

 

Remate

Conclusão

Alvo

Extremidade

Motivo

 

enFIM

PONTO FINAL

.

 

domingo, 30 de março de 2025

Ida

 

Série ARTIFICIAL

Texto V 


Gente linda... Como estão todos? Apresento para vocês o poema Ida. Esta é a nossa quinta postagem da Série ARTIFICIAL.




IDA

 

Foste de mim

Jornada longa

Estrada sem fim

 

Dor da partida

Destino sem rota

Imploro a ti:

IDA,

VOLTA!

sábado, 15 de março de 2025

Canto

 

Série ARTIFICIAL

Texto IV


Olá, pessoal, trouxe para vocês um novo poema desta Série; vamos falar de CANTO... um canto especial para o apreciador da POESIA. Hoje vamos de letra C de ARTIFICIAL.




CANTO

 

Nos quatro CANTOs

Um CANTO

Envolvente

Delicado

Viril

 

Um ENCANTO

Embalo de ondas sonoras

Em partitura qualquer

 

Cantilena,

Cântico canoro

Poesia lírica aos teus ouvidos

Cantochão

 

Não importa a cantoria

Quero cantar para te encantar

Ainda que seja

Canção de ninar

 

EU CANTO

E TU me (en)CANTAS!

 


domingo, 2 de março de 2025

Igarapé

 Série ARTIFICIAL

Texto III


Olá, pessoal. Que tal falar de algo bem nosso? Trouxe para vocês o poema Igarapé que representa a última letra I da Série ARTIFICIAL.



IGARAPÉ

 

Água doce

Doce lida

Água escura

Em ti flutua

Vida

 

No mergulho

Que orgulho!

 

Toma pé!

Que pena:

Secou o IGARAPÉ!



sábado, 15 de fevereiro de 2025

Ave

 

Série ARTIFICIAL

Texto II


Em continuidade à Série, trago aqui o poema referente a penúltima letra de ARTIFICIAL.




AVE

 

Ave... aves...

Ave Maria!

 

    É tanta revoada

   Tanta galhofa

   Tanto zunido

 

Nos gorjeios

Nada é enfado

Há leveza da pena apenas

 

Batidas de asas

Bicos se abrindo

Assobio de vento

E lá se vai a passarada...

 

Ai! Tô fraco, tô fraco

Sumindo...

 

Ainda bem que te VI!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Lâmina

 Série ARTIFICIAL

Texto I 

 

Estou iniciando uma nova Série aqui no Blog, postando alguns poemas que produzi e que estavam guardados para, quem sabe, um concurso. Neles, vocês perceberão o jogo de palavras, os trocadilhos e algumas singularidades...

Produzi os poemas em forma de acróstico, assim, os títulos se relacionam com as iniciais de ARTIFICIAL e vou iniciar de trás para frente para a formação do acróstico.


Lâmina

  

O amor é feito lâmina:

FERE

CORTA

e nem sempre

APARA!

 

 


domingo, 12 de janeiro de 2025

Quando o inimigo é o nosso próprio povo...


Analisando a história de Jesus, fiquei imaginando as relações das pessoas com seu povo. Cristo foi morto pelos romanos a pedido do Seu próprio povo... E vejo como o extremismo fez das pessoas adversárias e como é danoso

 Quando o inimigo é o nosso próprio povo...

Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-plana-de-pessoa-sendo-envergonhada-ou-culpada_24014078.htm.  

 

Há um silêncio estranho quando um povo se torna inimigo de si mesmo. Não é o silêncio da paz, mas o da desistência – aquele que ecoa nas palavras duras, nos olhares desconfiados e nas mãos que, ao invés de se entrelaçarem, apontam.

É como se, aos poucos, fôssemos nos esquecendo de que pertencemos uns aos outros. Construímos muros invisíveis, alimentamos rivalidades, transformamos diferenças em armas, travando batalhas e ferindo o que deveria ser cuidado.

Há uma dor silenciosa em competir com quem caminha ao nosso lado, pelo fato de discordar de mim. A pluriversidade não é considerado, o respeito é perdido e só resta julgamos sob uma ótica que só a mim favorece; porém, não há vitória possível quando lutamos contra nós mesmos...

Um povo dividido carrega rachaduras na alma que surgem não de grandes guerras, mas das pequenas escolhas diárias: a palavra que fere, o julgamento apressado, a indiferença disfarçada de razão...

Seria bom se da mesma forma que aprendemos a ferir, pudéssemos reaprender a cuidar e, assim, ao invés de criar muros, reconstruirmos pontes de acesso ao respeito, à tolerância, à justiça, à coerência... procurando reconhecer no outro não um rival, mas o reflexo de nós.

Se entendermos essa lógica, o silêncio deixe de ser peso e passa a ser paz.