DICAS DA SEMANA

domingo, 12 de janeiro de 2025

Quando o inimigo é o nosso próprio povo...


Analisando a história de Jesus, fiquei imaginando as relações das pessoas com seu povo. Cristo foi morto pelos romanos a pedido do Seu próprio povo... E vejo como o extremismo fez das pessoas adversárias e como é danoso

 Quando o inimigo é o nosso próprio povo...

Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-plana-de-pessoa-sendo-envergonhada-ou-culpada_24014078.htm.  

 

Há um silêncio estranho quando um povo se torna inimigo de si mesmo. Não é o silêncio da paz, mas o da desistência – aquele que ecoa nas palavras duras, nos olhares desconfiados e nas mãos que, ao invés de se entrelaçarem, apontam.

É como se, aos poucos, fôssemos nos esquecendo de que pertencemos uns aos outros. Construímos muros invisíveis, alimentamos rivalidades, transformamos diferenças em armas, travando batalhas e ferindo o que deveria ser cuidado.

Há uma dor silenciosa em competir com quem caminha ao nosso lado, pelo fato de discordar de mim. A pluriversidade não é considerado, o respeito é perdido e só resta julgamos sob uma ótica que só a mim favorece; porém, não há vitória possível quando lutamos contra nós mesmos...

Um povo dividido carrega rachaduras na alma que surgem não de grandes guerras, mas das pequenas escolhas diárias: a palavra que fere, o julgamento apressado, a indiferença disfarçada de razão...

Seria bom se da mesma forma que aprendemos a ferir, pudéssemos reaprender a cuidar e, assim, ao invés de criar muros, reconstruirmos pontes de acesso ao respeito, à tolerância, à justiça, à coerência... procurando reconhecer no outro não um rival, mas o reflexo de nós.

Se entendermos essa lógica, o silêncio deixe de ser peso e passa a ser paz.

 

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