DICAS DA SEMANA

sábado, 3 de dezembro de 2022

Lutar pela vida...

 

A pandemia ainda causa dor... e se você vem acompanhando nossos artigos, vai se lembrar do texto "A morte não é o fim..." de quase 10 anos atrás. Depois dessa época, perdi meus Maroquinhos (2014 e 2016) e nesse período nebuloso do Corona vírus, tantos mais perdemos... De toda forma, vejo como é incrível a nossa capacidade de

 

LUTAR PELA VIDA...

 

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/39195459253229333/.

 

 "Porque há esperança para a árvore, que, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se, na terra, suas raízes envelhecem, e o seu tronco morre na poeira, ao cheiro das águas brotará e dará ramo” (Jó 14.7-9)

 

Há batalhas que não escolhemos lutar, elas simplesmente chegam silenciosas, inesperadas e nos atravessam com uma força que nunca imaginamos suportar. A pandemia foi uma dessas guerras invisíveis, que levou consigo abraços, sonhos e, dolorosamente, pessoas que amávamos profundamente.

Perder alguém nesse tempo foi como viver um adeus sem despedida, um silêncio cheio de perguntas, um vazio que ecoa no coração... os dias se passaram, mas a saudade chega sem avisar, trazendo lembranças que aquecem e ferem.

Ainda assim, no meio da dor, existe algo que insiste em permanecer: a vida.

A luta pela vida, ganhou um novo significado: já não é apenas sobreviver, mas aprender a seguir adiante carregando memórias, honrando histórias e transformando a saudade em amor vivo. Cada lágrima derramada fala do quanto houve amor que não se perde, não se apaga e não morre.

A nós, os sobreviventes, fica também a missão mais difícil e mais bonita: continuar. Continuar vivendo, mesmo quando o coração pede pausa; continuar acreditando, mesmo quando a fé parece pequena; continuar amando, mesmo depois da perda.

Pouco a pouco, a vida vai encontrando novos sentidos. Um gesto simples, um sorriso inesperado, um dia mais leve – são sinais de que, mesmo feridos, seguimos de pé (como a árvore citada por Jó). Não porque esquecemos, mas porque aprendemos a carregar dentro de nós aquilo que nunca poderá ser tirado: a esperança.

Se hoje a dor ainda fala alto, devemos nos permitir sentir; no entanto, não nos esqueçamos de que não estamos sós, pois ainda existe força, ainda existe luz, ainda existe vida – Deus é conosco! É Ele quem nos ajuda nessa luta contínua pela vida.

Que a memória dos que se foram seja sempre um sopro de esperança, e que, mesmo entre lágrimas, possamos redescobrir o valor de cada novo dia, porque, apesar de tudo… a vida ainda floresce.

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