A pandemia ainda causa dor... e se você vem acompanhando nossos artigos,
vai se lembrar do texto "A
morte não é o fim..." de quase 10 anos atrás. Depois dessa época,
perdi meus Maroquinhos (2014 e 2016) e nesse período nebuloso do Corona vírus,
tantos mais perdemos... De toda forma, vejo como é incrível a nossa capacidade de
LUTAR PELA VIDA...
Fonte:
https://br.pinterest.com/pin/39195459253229333/.
"Porque
há esperança para a árvore, que, mesmo cortada, ainda se renovará, e não
cessarão os seus rebentos. Se, na terra, suas raízes envelhecem, e o seu tronco
morre na poeira, ao cheiro das águas brotará e dará ramo” (Jó 14.7-9)
Há batalhas que
não escolhemos lutar, elas simplesmente chegam silenciosas, inesperadas e nos
atravessam com uma força que nunca imaginamos suportar. A pandemia foi uma
dessas guerras invisíveis, que levou consigo abraços, sonhos e, dolorosamente,
pessoas que amávamos profundamente.
Perder alguém nesse tempo foi como viver um adeus
sem despedida, um silêncio cheio de perguntas, um vazio que ecoa no coração...
os dias se passaram, mas a saudade chega sem avisar, trazendo lembranças que
aquecem e ferem.
Ainda assim, no meio da dor, existe algo que
insiste em permanecer: a vida.
A luta pela vida, ganhou um novo significado: já
não é apenas sobreviver, mas aprender a seguir adiante carregando memórias,
honrando histórias e transformando a saudade em amor vivo. Cada lágrima
derramada fala do quanto houve amor que não se perde, não se apaga e não morre.
A nós, os sobreviventes, fica também a missão mais
difícil e mais bonita: continuar. Continuar vivendo, mesmo quando o coração
pede pausa; continuar acreditando, mesmo quando a fé parece pequena; continuar
amando, mesmo depois da perda.
Pouco a pouco, a vida vai encontrando novos
sentidos. Um gesto simples, um sorriso inesperado, um dia mais leve – são
sinais de que, mesmo feridos, seguimos de pé (como a árvore citada por Jó). Não
porque esquecemos, mas porque aprendemos a carregar dentro de nós aquilo que
nunca poderá ser tirado: a esperança.
Se hoje a dor ainda fala alto, devemos nos permitir
sentir; no entanto, não nos esqueçamos de que não estamos sós, pois ainda
existe força, ainda existe luz, ainda existe vida – Deus é conosco! É Ele quem
nos ajuda nessa luta contínua pela vida.
Que a memória dos que se foram seja sempre um sopro
de esperança, e que, mesmo entre lágrimas, possamos redescobrir o valor de cada
novo dia, porque, apesar de tudo… a vida ainda floresce.

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