É interessante minha relação
com o MAR... tanto o é que casei com um MARinheiro (risos). Inspirado nesse
infinito misterioso, escrevi este texto.
O
MAR...
O mar sempre foi
mais do que um lugar: foi minha casa, meu refúgio e meu destino. Sinto por ele
uma saudade com cheiro e sabor de sal, um tipo de nostalgia que não se explica,
apenas se sente, como o vento que sopra sem pedir licença e bagunça tudo por
dentro.
Nele, tirei lições
que aprendi nos seus silêncios; entendi que nem toda calmaria é paz, e que nem
toda tempestade é destruição. Ele me ensina sem palavras.
Meus dias com
ele começam no balanço das ondas, no som dos pássaros... Mergulho nele as dores,
as mágoas, as tristezas e tiro dele forças para nadar neste mundo difícil. Ao olhar
o horizonte, contemplo a beleza que é ser infinito...
O mar é um mistério que me
encanta e me assusta, como se guardasse em suas profundezas segredos que minha
alma reconhece, mas minha razão teme descobrir. Há algo em seu movimento
constante que me chama e, ao mesmo tempo, me alerta como um convite perigoso,
impossível de recusar.
Ele me envolve com sua beleza,
mas nunca revela tudo o que esconde e talvez seja justamente isso que me
prende: a certeza de que, por mais que eu o contemple, jamais o compreenderei
por completo.
De tudo
isso concluo que sinto por ele um amor enigmático e percebo que há amores que
não foram feitos para durar na superfície, mas para afundar… e se eternizar.

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