DICAS DA SEMANA

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Fátima - eFêmeras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Hoje, vamos conhecer outra personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Fátima.

 

Uma santa devota...

 

E

Fátima

Eva

Margarida

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Fátima

Uma santa devota

 

Fátima tinha um brilho como se a auréola de um anjo pousasse sobre sua cabeça. Era moça do interior, calma que confortava as pessoas com palavras ou com um abraço, aliviando dores e intensificando a fé.

Nasceu em uma família endinheirada, mas nunca foi dada a bens materiais, recusava-os por completo, era uma verdadeira franciscana que desde cedo se dedicou ao próximo e jamais usufruiu do vil metal de seus pais em benefício próprio.

Era filha única de um fidalgo poderoso, coronel, criador de gado que repudiou a mãe e a filha por não ter herdeiro homem, piorando quando Fátima resolveu ser freira.

Era simples, devota, humilde e fazia milagres; diziam que era a própria encarnação de Nossa Senhora de Fátima, e isso ficou mais evidente quando se encontrou com Domingos, num sábado, dia 13 de maio.

O que será que houve?!!!

Saiba tudo sobre a sua vida, lendo a obra Efêmeras!!!

domingo, 3 de novembro de 2024

Eva - efÊmeras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Hoje, conheceremos agora mais uma personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Eva.

 

Uma pioneira política...

 

E

F

Eva

Margarida

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Eva

Uma pioneira política

 

Eva era mulher emancipada, pessoa do coletivo e altruísta. Tinha um coração bondoso, era simples, amava os animais, a natureza e lutava pela causa da mulher, principalmente.

Filha de Elvira, descendente Zulu, com um revolucionário, foi adotada por uma família abastada bem na época de grande ditadura.

Era estudiosa, inteligente e sagaz – a mais dedicada aluna, aprendendo com facilidade. Estudou latim e grego, falava fluentemente o francês e o inglês e, enquanto já pensava em estudar alemão, as amigas faziam canto, culinária, piano, corte e costura.

Apesar de tudo, era repudiada na escola por sua cor de pele e pelos cabelos crespos. Tinha personalidade forte: questionava o tratamento diferenciado para meninos... e não achava nada inteligente se calar.  

Era uma líder nata, estava à frente dos grandes movimentos da época e saía sempre em favor das minorias. Irritava-se com a discriminação, com a falta de respeito e, sobretudo, com o abuso de poder. Fazia piquete em frente às fábricas, entregando folhetos, fomentando a luta e encorajando à peleja.

Por sua luta, Eva foi levada presa sob a acusação de desacato à autoridade...

 

Para conhecer todas as aventuras de Eva, leia a obra Efêmeras!!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Margarida - efêMeras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

 

Hoje, apresentamos mais uma personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Margarida.

 

Uma flor de candura...

 

E

F

E

Margarida

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Margarida

Uma flor de candura

 

Margarida uma verdadeira flor em botão, tinha uma beleza ímpar. Menina ingênua de lábios pequenos, olhos amendoados, corpo esguio, graciosa e de pele clara como a luz do sol.

Era inocente, cândida... tão pura que desconhecia a malícia humana e vivia no seio da família, cultivando de flores como os demais.

Passava horas entre begônias e hortênsias, cuidando de todas as flores e dizia que elas eram os seres mais felizes da natureza, pois regavam de alegria a alma de quem as recebia e floria o espírito no leito da sua morte.

Era apaixonada por Mundico, um amiguinho de infância, que a correspondia; às vezes confessava seu amor em silêncio; ela desenvolveu a habilidade de entender a “mudez”, lidando com as flores.

O tempo passou...  ele se fez rapaz e foi fazer a vida na capital; eles perderam o contato, porém ela continuava fiel à sua paixão e, na sua candura de menina, esperava continuamente o dia em que seu amado apareceria para levá-la.

No reencontro deles, sabe o que aconteceu?


Só lendo a obra Efêmeras pra você saber!!!


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Esmeralda - efêmEras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Vamos conhecer mais uma personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Esmeralda.

 

Uma joia muito preciosa...

 

E

F

E

M

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Esmeralda

Uma joia rara

 


 

Esmeralda era uma verdadeira joia; uma linda moça de olhos verdes esmeralda, tez morena, corpo magro e oblíquo com curvas admiráveis. Moça de família rica, única herdeira de uma fortuna incalculável.

Morava numa mansão com seus pais, seus avós maternos e um tio aluado – ela era o bem mais valioso do senhor e da senhora Albuquerque de Almeida – um verdadeiro talismã.

Adorava fazer seus passeios matinais com a Maria – sua ama. No caminho, juntava sempre uma pedrinha branca que a fascinava.  

Sua vida era assim... até que conheceu Eurico...

 

O que será que aconteceu?

Curioso/a?! Leia a obra Efêmeras.

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Rosário - efêmeRas

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Hoje nossa série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel – traz uma terceira personagem: nossa Rosário.

 

Vamos entrar na reza com ela...

 

E

F

E

M

E

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Rosário

Uma prece sofrida

 

Rosário nasceu numa família humilde e devota, foi criada pelas seis tias beatas que lhe deram o nome da padroeira da cidade e prometeram que seria uma noiva de Cristo. Ela era uma menina de olhos vivos, esguia, franzina e sem beleza aparente, mas doce, terna e encantadora; tinha bom coração, era dócil e não possuía nenhuma malícia, sempre rezando e se dedicando à igreja.

Como mocinha obediente, levava uma vida devotada como suas tias: ia sempre à missa e passava horas rezando enquanto fazia seu enxoval com a destreza e o amor com que produzia o manto da sua santa de devoção.

 

Rosário tinha o sonho de se casar e ter muitos filhos.

 

Será que se casou com um pretendente ou foi mesmo noiva de Cristo?

Para saber é só paginar a obra Efêmeras.

 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Afrodite - efêmerAs

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Iniciamos esta série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel – com a última personagem. Hoje conheceremos Afrodite

 

Deixe-se seduzir por ela...

 

E

F

E

M

E

R

Afrodite

Seriema

 

 

 

Afrodite

Uma deusa da beleza

 


Afrodite tinha a aparência de uma deusa cheia de encanto e magia; possuía a sensualidade a flor da pele e foi esculpida em todos os detalhes: morena cor de jambo, encantadora e fascinante. 

Moça faceira de olhos lânguidos, lábios carnudos, seios fartos e corpo muito bem talhado pela natureza. Ela era assim, nunca se deixava dominar nem se iludir por quem quer que fosse; diziam, inclusive, que os deuses haviam fechado seu corpo para o amor. 

Era endeusada pelos homens e invejada pelas mulheres.

Afrodite não tinha amigas nem irmãs, nasceu de um relacionamento de sua mãe com um marinheiro desconhecido e excêntrico. Ela adorava esse status de filha única, pois não gostava de dividir nada com ninguém, sentindo-se única - na verdade, ela era única.

 

Querem conhecer um pouco mais dessa mulher brejeira e sedutora? Basta ler a obra Efêmeras.

domingo, 20 de outubro de 2024

Seriema - efêmeraS

 Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Iniciaremos hoje uma nova série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel. Aqui vamos contar quem são essas mulheres que se eternizaram por suas histórias. Para observarem melhor o acróstico feito com o título do livro, vamos iniciar de trás pra frente, assim a primeira será

 

E

F

E

M

E

R

A

Seriema

 

 

 

Seriema

Um canto triste

 


Seriema é a reverenciada e sábia cunhatã que nasceu pra se sentar no banco sagrado talhado na madeira da soveira. Descendente dos indígenas Tukanos, sabe tudo com relação aos seus ancestrais. Dentre tantos predicativos, é exímia contadora de casos fantásticos, conselheira infalível e a alegria em pessoa. Desde tenra idade, mostrava-se bastante estudiosa e decidida, o orgulho dos pais e dos avós que, por falta de oportunidade, eram analfabetos e que viviam do plantio da mandioca e de trabalhos artesanais.

Seu projeto de vida é fazer História na universidade e se especializar na cultura indígena.

Tem uma relação estreita com a natureza e sua afinidade com os animais a faz pensar que são mais “humanos” que as pessoas; é valente, mas nenhum temor é maior que a do bicho Homem, que considera capaz de cometer atrocidades contra seus semelhantes e contra a mãe natureza.

Dos tantos amigos que a vida lhe deu, não há amiga mais chegada que a centenária Samaúma.

 

Conheça mais dessa menina indígena que tanto orgulha a sua origem na obra Efêmeras.



Obs.: Aguardem o Efêmeras em audiobook.




terça-feira, 17 de setembro de 2024

EFÊMERAS

 

EFÊMERAS


Efêmeras” é uma obra de contos femininos premiada pela Fundação Cultural de Belém (Fumbel) por meio do Edital 006/2023 de Chamamento Público, Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens e publicado pela Editora Pública Dalcídio Jurandir da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa). O livro é composto por oito contos que narram a história de mulheres extraordinárias que “viveram o tempo suficiente para se tornarem eternas”. Elas ocupam tempos e espaços diferentes – mulheres de raízes africanas, indígenas e brancas: miscigenadas. Mulheres fortes, mas cm fragilidades típicas da raça humana. Mulheres com sonhos e desejos; que lutam por uma causa ou por um amor; que fazem acontecer ou que se deixam levar pelos acontecimentos; que devotam suas vidas ou a vida as querem devotadas... todas fêmeas: eFÊMErAS


sábado, 24 de agosto de 2024

Projeto Contos Femininos - Efêmeras

 

EFÊMERAS


QUEM É AUTORA DE EFÊMERAS?


Sou cabocla cabana de Cametá (PA). Nasci embalada pelo canto do Siriá e engordada pelo caldo de mapará, mas poucas lembranças tenho dessa infância, porque minha família não firmou raízes no Camutá-tapera; criei-me à sombra das mangueiras, comendo manga no pé... na amada Belém do Grão Pará. Ainda menina, cultivei o prazer pela leitura e pela escritura (como prefiro dizer): produzia diários, poemas, contos, crônicas, peças teatrais (onde também atuava). Tanto no 1° quanto no 2º grau (como eram chamadas essas etapas de ensino), sempre fiz parte de eventos literários e culturais: festivais de dança, saraus, shows de talentos, teatro... e fui escrevendo a vida como se narra um romance polifônico de muitas “eu”: menina, mulher, artista, arteira, religiosa, profissional, filha, irmã, esposa, amiga... Tornei-me eclética na produção literária e essa minha aptidão me levou ao curso de Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde, anos mais tarde, tornei-me mestra. Em 2010, fui ganhadora do Prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura (categoria Crônicas) pelo Centur com a obra “Diário de Letícia – o dia a dia de uma solteirona solitária”, apresentada ao público no evento “A noite é uma palavra”. Participei ainda da “XVII Feira Pan-Amazônica do Livro”, do “Marajó em Cena”, dentre outros. Em 2014, fiz parte de duas coletâneas de poemas: “Antologia Eco Poético” (Icen) e “Poeta – mostra a tua cara” (v. 11). Recentemente, lancei, pela Editora da Imprensa Oficial do Estado, a “autobiografia” do amigo pioneiro da Igreja da Promessa na Região Norte, sendo a organizadora dessa obra intitulada “Um homem, um caminho – a história da vida de Manoel Santana Lopes” (2022). Também possuo um blog onde extravaso emoções e sentimentos das multivozes de mim: cronista, poetisa, contista... uma artista. Trago na bagagem uma pena com a qual escrevo ficção com um pé na realidade.


sábado, 27 de janeiro de 2024

Duros de Coração...

 

Ao refletir sobre certas atitudes, fico observando o quanto somos rudes e o quanto precisamos aprender com as crianças; elas têm seu coração puro e não se deixam levar pelo ódio. Quanto a nós, adultos, somos muito

DUROS DE CORAÇÃO...

Fonte: https://www.facebook.com/DioceseJuazeiroBA/posts/o-perigo-de-um-cora%C3%A7%C3%A3o-endurecidoevangelho-do-dia-marcos-31-6naquele-tempo-jesus/1150550578453384/.

 

Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne (Ezequiel 36.26).

 

O nosso do dia a dia é repleto de lições. Às vezes observando as pessoas e percebo o quanto, muitas vezes, tornamo-nos rudes sem mesmo percebermos. Deve ser a pressa, as preocupações e/ou o acúmulo de demandas e de responsabilidades que vão, pouco a pouco, endurecendo um coração que nasceu para ser grato e amoroso. Passamos a agir de forma automática, com palavras duras, olhares impacientes e gestos que, em vez de acolher, afastam.

Já as crianças, nesse quesito, são nossas maiores mestras. Elas sentem com intensidade, perdoam com facilidade e amam sem reservas. Não guardam mágoas, não alimentam orgulho e não complicam o que é simples. Enquanto nós criamos barreiras, elas constroem pontes com um sorriso.

Vi, certo dia, duas crianças brincando numa praça; de repente, uma delas pega o brinquedo da outra sem pedir. Sua amiguinha chora e se entristece... O adulto que estava com elas intervém e pede que o brinquedo seja devolvido. Mesmo com os olhos marejados, a criança magoada, imediatamente sorri e, em poucos minutos, as duas dividem o brinquedo: não há silêncio prolongado, não há orgulho ferido sendo alimentado, nem desejo de “dar o troco”. A dor foi real, mas não foi cultivada. O coração não se endureceu.

Nos versos de Ezequiel, o grande convite de Deus é este: que nos deixemos permitir que Ele molde novamente o nosso coração, tornando-nos mais leves, mais sensíveis e mais parecidos com o coração que tínhamos quando crianças – não na sua imaturidade, mas na sua pureza, na sua sinceridade e na sua capacidade de amar sem reservas.

Ser adulto não deveria significar perder a ternura, mas amadurecer com um coração transformado, porque no fim, não é a dureza que nos fortalece, mas a graça de um coração que ainda sabe amar, perdoar e recomeçar.