Série ARTIFICIAL
Texto III
Olá, pessoal. Que tal falar de algo bem nosso? Trouxe para vocês o poema Igarapé que representa a última letra I da Série ARTIFICIAL.
Série ARTIFICIAL
Texto II
Em continuidade à Série, trago aqui o poema referente a penúltima letra de ARTIFICIAL.
Ave... aves...
Ave Maria!
É tanta revoada
Tanta galhofa
Tanto zunido
Nos gorjeios
Nada é enfado
Há leveza da pena apenas
Batidas de asas
Bicos se abrindo
Assobio de vento
E lá se vai a passarada...
Ai! Tô fraco, tô fraco
Sumindo...
Ainda bem que te VI!
Série ARTIFICIAL
Texto I
Estou iniciando uma nova Série aqui no Blog, postando alguns poemas que produzi e que estavam guardados para, quem sabe, um concurso. Neles, vocês perceberão o jogo de palavras, os trocadilhos e algumas singularidades...
Produzi os poemas em forma de acróstico, assim, os títulos se relacionam com as iniciais de ARTIFICIAL e vou iniciar de trás para frente para a formação do acróstico.
O amor é feito lâmina:
FERE
CORTA
e nem sempre
APARA!
Ainda no
convite pelo cerimonial da comemoração dos 93 anos da minha Igreja, pediram-me
uma segunda narrativa para falar de como a Promessa surgiu na Região Norte,
então, dei sequência ao primeiro texto para falar do
Nascimento da Promessa no Norte
Meus
filhinhos,
Que
bom que a nossa história sempre se perpetua em novas histórias... contei a
vocês como nasci, mas frutifiquei e os meus frutos chegaram até a região norte de
forma extraordinariamente divina.
Eu
já tinha cerca de 22 anos quando um jovem chamado Manoel Santana Lopes, nascido
em Pedral no Pará, cruzou o meu caminho. Foi na nossa irmã Adventista do 7° Dia
que, por meio de folhetos entregues por duas garotinhas que ele
conheceu o Evangelho; Santana os leu e se interessou pelo estudo da Palavra de
Deus, passando a frequentar os cultos até tornar-se ancião.
Minha
história na região norte também se confunde com a dele, por isso estará sempre
na minha memória. Santana Lopes era ávido leitor e estudioso da Palavra, e foi
em um dos estudos que fazia com os demais irmãos que conheceu a doutrina do
batismo no Espírito Santo. De posse dessa verdade, começou a buscar o batismo e
a propagá-lo, respaldando-se com literatura da própria Ellem White, mas
principalmente levando em conta as Escrituras Sagradas.
Assim
como nosso fundador, pediu seu afastamento das atividades e ficou orando e
estudando em casa com alguns irmãos que criam nessa doutrina. Em suas orações,
ele pedia o batismo e conversava com Deus dizendo que tinha certeza que o
Senhor Todo-Poderoso iria direcioná-lo a uma denominação que cresse dessa mesma
forma, pois ele também não pretendia fundar entidade religiosa alguma.
Mas
como bem sabemos, há tempo pra tudo nesta vida, e Deus, de forma maravilhosa,
respondeu o clamor daquele rebanho e em meados da década de 1950, Manoel da
Paixão Ribeiro, disse a ele que estava se correspondendo com uma igreja no
sudeste do Brasil e havia recebido panfletos e uma revista chamada O
Restaurador. O estudioso e temente, Santana, levou toda essa literatura para estudar
e constatou que aquela era a resposta de Deus.
Nesse
mesmo período, Agostinho Trindade, um amigo do Manoel Paixão, chegava do Rio de
Janeiro para resolver questões pessoais em Belém; sabendo dos estudos que faziam, disse
que trazia novidades sobre a igreja da qual se fez membro. Essa foi a resposta
definitiva de Deus, pois ele, como Manoel Paixão, falava de mim.
Logo,
escreveram uma carta a diretoria geral que enviou Junilio da Silveira, filho de
João Augusto, para saber do grande avivamento que se dava na cidade de Belém do
Pará.
São pioneiros da nossa região: Manoel Santana
Lopes, Manoel da Paixão Ribeiro, Agostinho Trindade, Joaquim Prestes, Agripino
Gomes, dentre outros.
Muitos
são os filhos que labutaram para que hoje, com 93 anos de idade e 75 anos no
solo nortista, os frutos brotassem e pudéssemos comemorar mais um ano de
existência na presença do nosso Deus e sob a orientação do Espírito
Santo.
Como
presente, nesta data tão festiva, gostaria de pedir algo que está declarado no
pentateuco:
"Filhinhos,
que todas as palavras que Deus ordena estejam no seu coração. Ensinem com
persistência aos seus filhos ao sentarem, andando pelo caminho, quando se deitarem
e ao se levantarem" (Dt
6.6-7).
Mantenham-se firmes, para que, no momento oportuno, cada um receba a coroa da glória que está preparada para vocês desde a fundação do mundo.
Que
Deus os abençoe.
Sua
mãe, Igreja Adventista da Promessa!!!
Fui convidada
pelo cerimonial da comemoração dos 93 anos da Igreja Adventista da Promessa (igreja
da qual faço parte) para fazer uma narrativa do seu surgimento; pensei,
pensei... e compus um texto como se a igreja conversasse conosco falando do
Nascimento da Promessa

A paz meus filhos...
Gostaria de me apresentar, pois nem sempre os filhos conhecem a história
dos seus antepassados.
Sou
genuinamente brasileira, uma senhora de 93 anos. Nasci no dia 24 de janeiro de
1932. Meu pai é Deus, mas aqui na terra, fui gerada pelo Espírito Santo por
meio de um homem muito especial chamado João Augusto da Silveira. Ele nasceu
numa cidadezinha chamada Murici, no estado de Alagoas, no dia 26 de janeiro de
1893. Antes de eu me concretizar como pessoa jurídica, ele frequentou irmãs
minhas como a Batista, a Presbiteriana e o Sétimo Dia.
É
lógico que a minha história se confunde com a dele, por isso falo tanto desse
filho tão amado. Quando se casou com Marcionila Ferreira, e já havia tido
alguns dos seus cinco filhos, tornou-se obreiro e ancião. Lia constantemente a
Palavra e tinha sede de conhecimento e sede de Deus. Era obediente, determinado
e temente. Certo dia, estudando a Bíblia Sagrada, entendeu que a promessa do dom
do Espírito Santo era também para os nossos dias, e, a partir daí,
continuamente rogava a Deus que pudesse receber o dom de línguas.
Mas
onde estava, não havia esse mesmo entendimento; pediu seu afastamento das
atividades e ficou orando e estudando em casa até que no dia 24 de janeiro de
1932, ele recebeu o batismo no Espírito Santo! Foi uma experiência maravilhosa
e ele espalhou a boa nova à família e aos amigos. Contava a todos o que o
Senhor havia feito em sua vida...
João
Augusto nunca pretendeu fundar uma entidade religiosa, mas dadas as
circunstâncias, criou um movimento que foi crescendo conforme viajava
propagando as boas novas do Reino do Pai. E foi assim que nasci. O plano de
Deus pra mim foi esse...
Primeiro
me registraram com o nome de Universal Assembleia dos Adventistas da Promessa;
depois de muitas conversas, resolveram mudar meu nome para Igreja Adventista da
Promessa: adventista porque cremos no advento de Jesus, sabemos que Ele vai
voltar e promessista, porque acreditamos na promessa do batismo no Espírito Santo.
Tenho
como missão Adorar a Deus, proclamar a Jesus Cristo e fazer discípulos no
poder do Espírito Santo e como visão que cada promessista seja um missionário
no poder do Espírito Santo. Temos também 31 pontos doutrinários nos quais
cremos. E hoje, estou em 18 países e tenho cerca de 80 mil membros espalhados
pelo mundo.
Esta
é a minha história.
Vai chegando ao final do ano e ficamos mais reflexivos.
Às vezes as pessoas passam boa parte da vida tentando convencer os outros de que estão bem, enquanto por dentro travam diversas batalhas, forjando um sentimento que não sentem, dizendo aos outros:
ESTOU BEM!!!
Fonte: https://www.revistaplanetaagua.com/artigo/a-influencia-das-redes-sociais-na-percepcao-do-corpo/.
É interessante
como queremos aparentar o que não existe, como se parecer feliz vale mais do
que estar em paz. Sorrisos são publicados, dores são escondidas e a autoestima
acaba sendo construída sobre a aprovação, a aparência e a validação de que está
de fora.
As perdas, as
rejeições, as decepções e as frustrações podem nos atingir de tal forma e turba
nossa visão de nós mesmos; e sem perceber, começamos a medir nosso valor pelas
feridas que carregamos, mas nenhuma dor deveria ter autoridade para nos
diminuir.
As redes sociais
se tornam vitrines cuidadosamente montadas daquilo que gostaríamos de ser, e
não necessariamente do que realmente somos. Sorrisos publicados escondem
lágrimas; frases motivacionais encobrem as angústias; fotos felizes tentam
convencer de que está tudo bem.
Vivemos
conectados o tempo inteiro, mas, paradoxalmente, cada vez mais distantes da
nossa própria verdade interior. Disfarçamos sentimentos porque temos medo de
parecer frágeis em um mundo que aplaude aparências e cobra felicidade
constante.
Mas a alma
não consegue viver para sempre atrás de filtros. Talvez uma das maiores
necessidades nossas seja aprender que não há vergonha em admitir dor, cansaço
ou necessidade de ajuda. A verdadeira cura começa quando paramos de fingir
força o tempo todo e permitimos que a verdade venha à luz.
Que o novo
ano traga consigo a nossa verdadeira face e que possamos aprender, todos os
dias, a nos amar de verdade – não de forma superficial, mas profunda,
consciente e curadora, porque quando a alma aprende o próprio valor, ela deixa
de mendigar amor em lugares que só oferecem migalhas.
No ano de 2024, a 7 de novembro, um dia que lembra
minha Maroquinha (esse era o dia do seu nascimento), dormiu em Cristo uma
grande amiga – a irmã Sarrazin. Olhando nossa trajetória juntas, lembrei-me de
um texto em que dei voz a ela no dia do seu aniversário, falando do
Orgulho das “Dores” da vida...
Nasci em Santarém no dia 10 de agosto de 1951, e recebi o nome de Maria das Dores. Hoje, analisando tudo o que vivi, tenho muito orgulho das dores da vida, pois elas nos ensinam bastante e creio que todos nós deveríamos ter esse sentimento, pois existe alguém que sofreu todas as dores por nós, tornando nosso fardo leve... Ele também deixou seu Santo Espírito para nos acompanhar e nos encorajar na peleja diária.
Conheci o grande Pai na minha
terra natal quando esteve por lá o servo do Deus Vivo, Pr. Manoel Santana
Lopes, levando a Palavra que me alcançou e a partir daquele momento entreguei meus
caminhos nas mãos do Todo-Poderoso e desde lá me tem guiado e por isso O louvo.
Aos 17 anos, após casar com José
Pinheiro, eu me tornei Sarrazin. Com ele vivi 49 anos e formamos uma grande família
que conta com 7 filhos, 8 netos e 3 bisnetos. Em 2011, ele dormiu no Senhor, eu
me vi viúva, mas não só... porque meu Deus, meus parentes, meus amigos e meus irmãos
em Cristo me ampararam.
Tenho combatido as muitas lutas deste
mundo e acredito que em todas tenho sido mais que vencedora, pois as bênçãos do
Pai Eterno têm-me alcançado, portanto, só me resta agradecer.
Obrigada, Senhor amado, por mais
um ano de vida, por todas as minhas vitórias e as vitórias da minha família,
isso me faz crer que a Tua promessa é real e que és verdadeiramente Deus!
Série Efêmeras
Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas
Hoje, conheceremos
a última (e primeira) personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei
195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Estela.
Uma estrela
fugaz...
Estela
Fátima
Eva
Margarida
Esmeralda
Rosário
Afrodite
Seriema
Estela
Uma estrela fugaz
Estela é moça de coração nobre e gentil; fala pouco, é enigmática e avessa a aglomerações
e amigos. Vivia num mundo particular. Inventava amigas invisíveis em que
acreditava e com quem comumente conversava.
Achava-se
estranha e sua autoestima era baixa, não imaginava que brilhava tanto em meio à
multidão – era uma estrela fugaz.
Estela
também era filantropa, tinha compaixão dos menos favorecidos, cumprimentava
mendigos e bêbados e cuidava deles, dando-lhes nome de acordo com as suas características; era tão amante das causas dos marginalizados que foi
capaz de um gesto singular por um desconhecido – o bandido da cicatriz em forma
de estrela.
Quer
saber o que ela fez por ele?!!!
Então corre e leia a história dessa nossa heroína urbana, lendo a obra Efêmeras!!!
Série Efêmeras
Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas
Hoje, vamos
conhecer outra personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023
Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Fátima.
Uma santa
devota...
E
Fátima
Eva
Margarida
Esmeralda
Rosário
Afrodite
Seriema
Fátima
Uma santa devota
Fátima
tinha um brilho como se a auréola de um anjo pousasse sobre sua cabeça. Era moça
do interior, calma que confortava as pessoas com palavras ou com um abraço, aliviando dores e
intensificando a fé.
Nasceu
em uma família endinheirada, mas nunca foi dada a bens materiais, recusava-os
por completo, era uma verdadeira franciscana que desde cedo se dedicou ao
próximo e jamais usufruiu do vil metal de seus pais em benefício próprio.
Era
filha única de um fidalgo poderoso, coronel, criador de gado que repudiou a mãe
e a filha por não ter herdeiro homem, piorando quando Fátima resolveu ser
freira.
Era
simples, devota, humilde e fazia milagres; diziam que era a própria encarnação
de Nossa Senhora de Fátima, e isso ficou mais evidente quando se encontrou com Domingos, num
sábado, dia 13 de maio.
O que será que houve?!!!
Saiba
tudo sobre a sua vida, lendo a obra Efêmeras!!!
Série Efêmeras
Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas
Hoje, conheceremos
agora mais uma personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023
Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Eva.
Uma pioneira
política...
E
F
Eva
Margarida
Esmeralda
Rosário
Afrodite
Seriema
Eva
Uma pioneira política
Eva
era mulher emancipada, pessoa do coletivo e altruísta. Tinha um coração bondoso,
era simples, amava os animais, a natureza e lutava pela causa da mulher,
principalmente.
Filha
de Elvira, descendente Zulu, com um revolucionário, foi adotada por uma família
abastada bem na época de grande ditadura.
Era
estudiosa, inteligente e sagaz – a mais dedicada aluna, aprendendo com
facilidade. Estudou latim e grego, falava fluentemente o francês e o inglês e,
enquanto já pensava em estudar alemão, as amigas faziam canto,
culinária, piano, corte e costura.
Apesar
de tudo, era repudiada na escola por sua cor de pele e pelos cabelos crespos. Tinha
personalidade forte: questionava o tratamento diferenciado para meninos... e não
achava nada inteligente se calar.
Era
uma líder nata, estava à frente dos grandes movimentos da época e saía sempre
em favor das minorias. Irritava-se com a discriminação, com a falta de respeito
e, sobretudo, com o abuso de poder. Fazia piquete em frente às fábricas, entregando
folhetos, fomentando a luta e encorajando à peleja.
Por
sua luta, Eva foi levada presa sob a acusação de desacato à autoridade...
Para
conhecer todas as aventuras de Eva, leia a obra Efêmeras!!!