DICAS DA SEMANA

domingo, 2 de março de 2025

Igarapé

 Série ARTIFICIAL

Texto III


Olá, pessoal. Que tal falar de algo bem nosso? Trouxe para vocês o poema Igarapé que representa a última letra I da Série ARTIFICIAL.



IGARAPÉ

 

Água doce

Doce lida

Água escura

Em ti flutua

Vida

 

No mergulho

Que orgulho!

 

Toma pé!

Que pena:

Secou o IGARAPÉ!



sábado, 15 de fevereiro de 2025

Ave

 

Série ARTIFICIAL

Texto II


Em continuidade à Série, trago aqui o poema referente a penúltima letra de ARTIFICIAL.




AVE

 

Ave... aves...

Ave Maria!

 

    É tanta revoada

   Tanta galhofa

   Tanto zunido

 

Nos gorjeios

Nada é enfado

Há leveza da pena apenas

 

Batidas de asas

Bicos se abrindo

Assobio de vento

E lá se vai a passarada...

 

Ai! Tô fraco, tô fraco

Sumindo...

 

Ainda bem que te VI!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Lâmina

 Série ARTIFICIAL

Texto I 

 

Estou iniciando uma nova Série aqui no Blog, postando alguns poemas que produzi e que estavam guardados para, quem sabe, um concurso. Neles, vocês perceberão o jogo de palavras, os trocadilhos e algumas singularidades...

Produzi os poemas em forma de acróstico, assim, os títulos se relacionam com as iniciais de ARTIFICIAL e vou iniciar de trás para frente para a formação do acróstico.


Lâmina

  

O amor é feito lâmina:

FERE

CORTA

e nem sempre

APARA!

 

 


domingo, 26 de janeiro de 2025

Nascimento da Promessa no Norte

 

Ainda no convite pelo cerimonial da comemoração dos 93 anos da minha Igreja, pediram-me uma segunda narrativa para falar de como a Promessa surgiu na Região Norte, então, dei sequência ao primeiro texto para falar do

 

Nascimento da Promessa no Norte


 

Fonte: https://promessistas.org/um-homem-um-caminho-uma-autobiografia-do-pr-santana-lopes-pum-homem-um-caminho/.

 

Meus filhinhos,

 

Que bom que a nossa história sempre se perpetua em novas histórias... contei a vocês como nasci, mas frutifiquei e os meus frutos chegaram até a região norte de forma extraordinariamente divina.

Eu já tinha cerca de 22 anos quando um jovem chamado Manoel Santana Lopes, nascido em Pedral no Pará, cruzou o meu caminho. Foi na nossa irmã Adventista do 7° Dia que, por meio de folhetos entregues por duas garotinhas que ele conheceu o Evangelho; Santana os leu e se interessou pelo estudo da Palavra de Deus, passando a frequentar os cultos até tornar-se ancião.

Minha história na região norte também se confunde com a dele, por isso estará sempre na minha memória. Santana Lopes era ávido leitor e estudioso da Palavra, e foi em um dos estudos que fazia com os demais irmãos que conheceu a doutrina do batismo no Espírito Santo. De posse dessa verdade, começou a buscar o batismo e a propagá-lo, respaldando-se com literatura da própria Ellem White, mas principalmente levando em conta as Escrituras Sagradas.

Assim como nosso fundador, pediu seu afastamento das atividades e ficou orando e estudando em casa com alguns irmãos que criam nessa doutrina. Em suas orações, ele pedia o batismo e conversava com Deus dizendo que tinha certeza que o Senhor Todo-Poderoso iria direcioná-lo a uma denominação que cresse dessa mesma forma, pois ele também não pretendia fundar entidade religiosa alguma.

Mas como bem sabemos, há tempo pra tudo nesta vida, e Deus, de forma maravilhosa, respondeu o clamor daquele rebanho e em meados da década de 1950, Manoel da Paixão Ribeiro, disse a ele que estava se correspondendo com uma igreja no sudeste do Brasil e havia recebido panfletos e uma revista chamada O Restaurador. O estudioso e temente, Santana, levou toda essa literatura para estudar e constatou que aquela era a resposta de Deus.

Nesse mesmo período, Agostinho Trindade, um amigo do Manoel Paixão, chegava do Rio de Janeiro para resolver questões pessoais em Belém; sabendo dos estudos que faziam, disse que trazia novidades sobre a igreja da qual se fez membro. Essa foi a resposta definitiva de Deus, pois ele, como Manoel Paixão, falava de mim.

Logo, escreveram uma carta a diretoria geral que enviou Junilio da Silveira, filho de João Augusto, para saber do grande avivamento que se dava na cidade de Belém do Pará.

São pioneiros da nossa região: Manoel Santana Lopes, Manoel da Paixão Ribeiro, Agostinho Trindade, Joaquim Prestes, Agripino Gomes, dentre outros.

Muitos são os filhos que labutaram para que hoje, com 93 anos de idade e 75 anos no solo nortista, os frutos brotassem e pudéssemos comemorar mais um ano de existência na presença do nosso Deus e sob a orientação do Espírito Santo.

Como presente, nesta data tão festiva, gostaria de pedir algo que está declarado no pentateuco:

"Filhinhos, que todas as palavras que Deus ordena estejam no seu coração. Ensinem com persistência aos seus filhos ao sentarem, andando pelo caminho, quando se deitarem e ao se levantarem" (Dt 6.6-7).

Mantenham-se firmes, para que, no momento oportuno, cada um receba a coroa da glória que está preparada para vocês desde a fundação do mundo.

 

Que Deus os abençoe.

 

Sua mãe, Igreja Adventista da Promessa!!!

 

sábado, 25 de janeiro de 2025

Nascimento da Promessa

 

Fui convidada pelo cerimonial da comemoração dos 93 anos da Igreja Adventista da Promessa (igreja da qual faço parte) para fazer uma narrativa do seu surgimento; pensei, pensei... e compus um texto como se a igreja conversasse conosco falando do

 

Nascimento da Promessa

 
Fonte: https://promessistas.org/nossa-historia/.

 

A paz meus filhos...

Gostaria de me apresentar, pois nem sempre os filhos conhecem a história dos seus antepassados.

Sou genuinamente brasileira, uma senhora de 93 anos. Nasci no dia 24 de janeiro de 1932. Meu pai é Deus, mas aqui na terra, fui gerada pelo Espírito Santo por meio de um homem muito especial chamado João Augusto da Silveira. Ele nasceu numa cidadezinha chamada Murici, no estado de Alagoas, no dia 26 de janeiro de 1893. Antes de eu me concretizar como pessoa jurídica, ele frequentou irmãs minhas como a Batista, a Presbiteriana e o Sétimo Dia.

É lógico que a minha história se confunde com a dele, por isso falo tanto desse filho tão amado. Quando se casou com Marcionila Ferreira, e já havia tido alguns dos seus cinco filhos, tornou-se obreiro e ancião. Lia constantemente a Palavra e tinha sede de conhecimento e sede de Deus. Era obediente, determinado e temente. Certo dia, estudando a Bíblia Sagrada, entendeu que a promessa do dom do Espírito Santo era também para os nossos dias, e, a partir daí, continuamente rogava a Deus que pudesse receber o dom de línguas.

Mas onde estava, não havia esse mesmo entendimento; pediu seu afastamento das atividades e ficou orando e estudando em casa até que no dia 24 de janeiro de 1932, ele recebeu o batismo no Espírito Santo! Foi uma experiência maravilhosa e ele espalhou a boa nova à família e aos amigos. Contava a todos o que o Senhor havia feito em sua vida...

João Augusto nunca pretendeu fundar uma entidade religiosa, mas dadas as circunstâncias, criou um movimento que foi crescendo conforme viajava propagando as boas novas do Reino do Pai. E foi assim que nasci. O plano de Deus pra mim foi esse...

Primeiro me registraram com o nome de Universal Assembleia dos Adventistas da Promessa; depois de muitas conversas, resolveram mudar meu nome para Igreja Adventista da Promessa: adventista porque cremos no advento de Jesus, sabemos que Ele vai voltar e promessista, porque acreditamos na promessa do batismo no Espírito Santo.

Tenho como missão Adorar a Deus, proclamar a Jesus Cristo e fazer discípulos no poder do Espírito Santo e como visão que cada promessista seja um missionário no poder do Espírito Santo. Temos também 31 pontos doutrinários nos quais cremos. E hoje, estou em 18 países e tenho cerca de 80 mil membros espalhados pelo mundo.

 

Esta é a minha história.

 

 

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Estou bem!!!

 

Vai chegando ao final do ano e ficamos mais reflexivos. 

Às vezes as pessoas passam boa parte da vida tentando convencer os outros de que estão bem, enquanto por dentro travam diversas batalhas, forjando um sentimento que não sentem, dizendo aos outros: 

 

 

ESTOU BEM!!!

Fonte: https://www.revistaplanetaagua.com/artigo/a-influencia-das-redes-sociais-na-percepcao-do-corpo/.

 

 

É interessante como queremos aparentar o que não existe, como se parecer feliz vale mais do que estar em paz. Sorrisos são publicados, dores são escondidas e a autoestima acaba sendo construída sobre a aprovação, a aparência e a validação de que está de fora.

As perdas, as rejeições, as decepções e as frustrações podem nos atingir de tal forma e turba nossa visão de nós mesmos; e sem perceber, começamos a medir nosso valor pelas feridas que carregamos, mas nenhuma dor deveria ter autoridade para nos diminuir.

As redes sociais se tornam vitrines cuidadosamente montadas daquilo que gostaríamos de ser, e não necessariamente do que realmente somos. Sorrisos publicados escondem lágrimas; frases motivacionais encobrem as angústias; fotos felizes tentam convencer de que está tudo bem.

Vivemos conectados o tempo inteiro, mas, paradoxalmente, cada vez mais distantes da nossa própria verdade interior. Disfarçamos sentimentos porque temos medo de parecer frágeis em um mundo que aplaude aparências e cobra felicidade constante.

Mas a alma não consegue viver para sempre atrás de filtros. Talvez uma das maiores necessidades nossas seja aprender que não há vergonha em admitir dor, cansaço ou necessidade de ajuda. A verdadeira cura começa quando paramos de fingir força o tempo todo e permitimos que a verdade venha à luz.

 

Que o novo ano traga consigo a nossa verdadeira face e que possamos aprender, todos os dias, a nos amar de verdade – não de forma superficial, mas profunda, consciente e curadora, porque quando a alma aprende o próprio valor, ela deixa de mendigar amor em lugares que só oferecem migalhas.


domingo, 10 de novembro de 2024

Orgulho das "Dores" da vida...

 

No ano de 2024, a 7 de novembro, um dia que lembra minha Maroquinha (esse era o dia do seu nascimento), dormiu em Cristo uma grande amiga – a irmã Sarrazin. Olhando nossa trajetória juntas, lembrei-me de um texto em que dei voz a ela no dia do seu aniversário, falando do


Orgulho das “Dores” da vida...

 


Nasci em Santarém no dia 10 de agosto de 1951, e recebi o nome de Maria das Dores. Hoje, analisando tudo o que vivi, tenho muito orgulho das dores da vida, pois elas nos ensinam bastante e creio que todos nós deveríamos ter esse sentimento, pois existe alguém que sofreu todas as dores por nós, tornando nosso fardo leve... Ele também deixou seu Santo Espírito para nos acompanhar e nos encorajar na peleja diária.

Conheci o grande Pai na minha terra natal quando esteve por lá o servo do Deus Vivo, Pr. Manoel Santana Lopes, levando a Palavra que me alcançou e a partir daquele momento entreguei meus caminhos nas mãos do Todo-Poderoso e desde lá me tem guiado e por isso O louvo.

Aos 17 anos, após casar com José Pinheiro, eu me tornei Sarrazin. Com ele vivi 49 anos e formamos uma grande família que conta com 7 filhos, 8 netos e 3 bisnetos. Em 2011, ele dormiu no Senhor, eu me vi viúva, mas não só... porque meu Deus, meus parentes, meus amigos e meus irmãos em Cristo me ampararam.

Tenho combatido as muitas lutas deste mundo e acredito que em todas tenho sido mais que vencedora, pois as bênçãos do Pai Eterno têm-me alcançado, portanto, só me resta agradecer.

Obrigada, Senhor amado, por mais um ano de vida, por todas as minhas vitórias e as vitórias da minha família, isso me faz crer que a Tua promessa é real e que és verdadeiramente Deus!



quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Estela - Efêmeras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

 

Hoje, conheceremos a última (e primeira) personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Estela.

 

Uma estrela fugaz...

 

Estela

Fátima

Eva

Margarida

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Estela

Uma estrela fugaz

 

Estela é moça de coração nobre e gentil; fala pouco, é enigmática e avessa a aglomerações e amigos. Vivia num mundo particular. Inventava amigas invisíveis em que acreditava e com quem comumente conversava.

Achava-se estranha e sua autoestima era baixa, não imaginava que brilhava tanto em meio à multidão – era uma estrela fugaz.

Estela também era filantropa, tinha compaixão dos menos favorecidos, cumprimentava mendigos e bêbados e cuidava deles, dando-lhes nome de acordo com as suas características; era tão amante das causas dos marginalizados que foi capaz de um gesto singular por um desconhecido – o bandido da cicatriz em forma de estrela.

 

Quer saber o que ela fez por ele?!!!

 

Então corre e leia a história dessa nossa heroína urbana, lendo a obra Efêmeras!!!

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Fátima - eFêmeras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Hoje, vamos conhecer outra personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Fátima.

 

Uma santa devota...

 

E

Fátima

Eva

Margarida

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Fátima

Uma santa devota

 

Fátima tinha um brilho como se a auréola de um anjo pousasse sobre sua cabeça. Era moça do interior, calma que confortava as pessoas com palavras ou com um abraço, aliviando dores e intensificando a fé.

Nasceu em uma família endinheirada, mas nunca foi dada a bens materiais, recusava-os por completo, era uma verdadeira franciscana que desde cedo se dedicou ao próximo e jamais usufruiu do vil metal de seus pais em benefício próprio.

Era filha única de um fidalgo poderoso, coronel, criador de gado que repudiou a mãe e a filha por não ter herdeiro homem, piorando quando Fátima resolveu ser freira.

Era simples, devota, humilde e fazia milagres; diziam que era a própria encarnação de Nossa Senhora de Fátima, e isso ficou mais evidente quando se encontrou com Domingos, num sábado, dia 13 de maio.

O que será que houve?!!!

Saiba tudo sobre a sua vida, lendo a obra Efêmeras!!!

domingo, 3 de novembro de 2024

Eva - efÊmeras

 

Série Efêmeras

Elas viveram o tempo exato para se tornarem eternas

 

Hoje, conheceremos agora mais uma personagem da Série da obra Efêmeras premiada pela Lei 195/2023 Paulo Gustavo – Múltiplas Linguagens pela Fumbel: Eva.

 

Uma pioneira política...

 

E

F

Eva

Margarida

Esmeralda

Rosário

Afrodite

Seriema

 

 

Eva

Uma pioneira política

 

Eva era mulher emancipada, pessoa do coletivo e altruísta. Tinha um coração bondoso, era simples, amava os animais, a natureza e lutava pela causa da mulher, principalmente.

Filha de Elvira, descendente Zulu, com um revolucionário, foi adotada por uma família abastada bem na época de grande ditadura.

Era estudiosa, inteligente e sagaz – a mais dedicada aluna, aprendendo com facilidade. Estudou latim e grego, falava fluentemente o francês e o inglês e, enquanto já pensava em estudar alemão, as amigas faziam canto, culinária, piano, corte e costura.

Apesar de tudo, era repudiada na escola por sua cor de pele e pelos cabelos crespos. Tinha personalidade forte: questionava o tratamento diferenciado para meninos... e não achava nada inteligente se calar.  

Era uma líder nata, estava à frente dos grandes movimentos da época e saía sempre em favor das minorias. Irritava-se com a discriminação, com a falta de respeito e, sobretudo, com o abuso de poder. Fazia piquete em frente às fábricas, entregando folhetos, fomentando a luta e encorajando à peleja.

Por sua luta, Eva foi levada presa sob a acusação de desacato à autoridade...

 

Para conhecer todas as aventuras de Eva, leia a obra Efêmeras!!!