DICAS DA SEMANA

sábado, 24 de agosto de 2024

Projeto Contos Femininos - Efêmeras

 

EFÊMERAS


QUEM É AUTORA DE EFÊMERAS?


Sou cabocla cabana de Cametá (PA). Nasci embalada pelo canto do Siriá e engordada pelo caldo de mapará, mas poucas lembranças tenho dessa infância, porque minha família não firmou raízes no Camutá-tapera; criei-me à sombra das mangueiras, comendo manga no pé... na amada Belém do Grão Pará. Ainda menina, cultivei o prazer pela leitura e pela escritura (como prefiro dizer): produzia diários, poemas, contos, crônicas, peças teatrais (onde também atuava). Tanto no 1° quanto no 2º grau (como eram chamadas essas etapas de ensino), sempre fiz parte de eventos literários e culturais: festivais de dança, saraus, shows de talentos, teatro... e fui escrevendo a vida como se narra um romance polifônico de muitas “eu”: menina, mulher, artista, arteira, religiosa, profissional, filha, irmã, esposa, amiga... Tornei-me eclética na produção literária e essa minha aptidão me levou ao curso de Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde, anos mais tarde, tornei-me mestra. Em 2010, fui ganhadora do Prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura (categoria Crônicas) pelo Centur com a obra “Diário de Letícia – o dia a dia de uma solteirona solitária”, apresentada ao público no evento “A noite é uma palavra”. Participei ainda da “XVII Feira Pan-Amazônica do Livro”, do “Marajó em Cena”, dentre outros. Em 2014, fiz parte de duas coletâneas de poemas: “Antologia Eco Poético” (Icen) e “Poeta – mostra a tua cara” (v. 11). Recentemente, lancei, pela Editora da Imprensa Oficial do Estado, a “autobiografia” do amigo pioneiro da Igreja da Promessa na Região Norte, sendo a organizadora dessa obra intitulada “Um homem, um caminho – a história da vida de Manoel Santana Lopes” (2022). Também possuo um blog onde extravaso emoções e sentimentos das multivozes de mim: cronista, poetisa, contista... uma artista. Trago na bagagem uma pena com a qual escrevo ficção com um pé na realidade.


sábado, 27 de janeiro de 2024

Duros de Coração...

 

Ao refletir sobre certas atitudes, fico observando o quanto somos rudes e o quanto precisamos aprender com as crianças; elas têm seu coração puro e não se deixam levar pelo ódio. Quanto a nós, adultos, somos muito

DUROS DE CORAÇÃO...

Fonte: https://www.facebook.com/DioceseJuazeiroBA/posts/o-perigo-de-um-cora%C3%A7%C3%A3o-endurecidoevangelho-do-dia-marcos-31-6naquele-tempo-jesus/1150550578453384/.

 

Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne (Ezequiel 36.26).

 

O nosso do dia a dia é repleto de lições. Às vezes observando as pessoas e percebo o quanto, muitas vezes, tornamo-nos rudes sem mesmo percebermos. Deve ser a pressa, as preocupações e/ou o acúmulo de demandas e de responsabilidades que vão, pouco a pouco, endurecendo um coração que nasceu para ser grato e amoroso. Passamos a agir de forma automática, com palavras duras, olhares impacientes e gestos que, em vez de acolher, afastam.

Já as crianças, nesse quesito, são nossas maiores mestras. Elas sentem com intensidade, perdoam com facilidade e amam sem reservas. Não guardam mágoas, não alimentam orgulho e não complicam o que é simples. Enquanto nós criamos barreiras, elas constroem pontes com um sorriso.

Vi, certo dia, duas crianças brincando numa praça; de repente, uma delas pega o brinquedo da outra sem pedir. Sua amiguinha chora e se entristece... O adulto que estava com elas intervém e pede que o brinquedo seja devolvido. Mesmo com os olhos marejados, a criança magoada, imediatamente sorri e, em poucos minutos, as duas dividem o brinquedo: não há silêncio prolongado, não há orgulho ferido sendo alimentado, nem desejo de “dar o troco”. A dor foi real, mas não foi cultivada. O coração não se endureceu.

Nos versos de Ezequiel, o grande convite de Deus é este: que nos deixemos permitir que Ele molde novamente o nosso coração, tornando-nos mais leves, mais sensíveis e mais parecidos com o coração que tínhamos quando crianças – não na sua imaturidade, mas na sua pureza, na sua sinceridade e na sua capacidade de amar sem reservas.

Ser adulto não deveria significar perder a ternura, mas amadurecer com um coração transformado, porque no fim, não é a dureza que nos fortalece, mas a graça de um coração que ainda sabe amar, perdoar e recomeçar.

sábado, 30 de dezembro de 2023

Quando o inimigo é o nosso próprio povo...


Analisando a história de Jesus, fiquei imaginando as relações das pessoas com seu povo. Cristo foi morto pelos romanos a pedido do Seu próprio povo... E vejo como o extremismo fez das pessoas adversárias e como é danoso

 Quando o inimigo é o nosso próprio povo...

Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-plana-de-pessoa-sendo-envergonhada-ou-culpada_24014078.htm.  

 

Há um silêncio estranho quando um povo se torna inimigo de si mesmo. Não é o silêncio da paz, mas o da desistência – aquele que ecoa nas palavras duras, nos olhares desconfiados e nas mãos que, ao invés de se entrelaçarem, apontam.

É como se, aos poucos, fôssemos nos esquecendo de que pertencemos uns aos outros. Construímos muros invisíveis, alimentamos rivalidades, transformamos diferenças em armas, travando batalhas e ferindo o que deveria ser cuidado.

Há uma dor silenciosa em competir com quem caminha ao nosso lado, pelo fato de discordar de mim. A pluriversidade não é considerado, o respeito é perdido e só resta julgamos sob uma ótica que só a mim favorece; porém, não há vitória possível quando lutamos contra nós mesmos...

Um povo dividido carrega rachaduras na alma que surgem não de grandes guerras, mas das pequenas escolhas diárias: a palavra que fere, o julgamento apressado, a indiferença disfarçada de razão...

Seria bom se da mesma forma que aprendemos a ferir, pudéssemos reaprender a cuidar e, assim, ao invés de criar muros, reconstruirmos pontes de acesso ao respeito, à tolerância, à justiça, à coerência... procurando reconhecer no outro não um rival, mas o reflexo de nós.

Se entendermos essa lógica, o silêncio deixe de ser peso e passa a ser paz.

 

sábado, 23 de dezembro de 2023

Chegou o Natal!!!

 

Todos os anos passa um filme na nossa cabeça. Ficamos reflexivos, emotivos... procuramos fazer o bem! É uma época festiva em que as pessoas se voltam para o aniversariante – Jesus. Que a luz de Cristo inunde seu coração, pois

 

CHEGOU O NATAL!!!

                     

Fonte: https://bernadetealves.com/2022/12/25/natal-e-a-festa-do-salvador-a-luz-divina-que-faz-morada-em-nos/


Nessa época, há um sussurro que toca a alma,
um convite silencioso à reflexão.
Mas ainda que muitos falem em “magia”,
há algo mais profundo, mais alto, mais eterno… um sopro dos céus,
um chamado invisível que alcança o coração humano

Não está nas luzes que brilham nas ruas,
nem no som apressado das compras,
nem nas mãos cheias de presentes, mas naquilo que não se vê:
uma fé indizível, um amor que nascer, uma esperança que se renova

O verdadeiro Natal não cabe em uma data,
ele pulsa no cotidiano, em cada gesto simples,
em cada ato de amor sincero...

Ah, se esse espírito permanecesse!
Se não fosse visita breve de dezembro,
mas morada constante na alma…
Se a mesa farta não fosse apenas símbolo, mas partilha verdadeira
se o coração aquecido não fosse instante, mas chama eterna

Assim, espero que o amor não seja sazonal,
que a generosidade não tenha calendário,
que as mãos que doam hoje não se fechem amanhã

Que não nos esqueçamos de que:
há quem precise de pão, de presença, de cuidado,
de um olhar que acolhe, de um tempo de escuta...

Que o Natal não seja só lembrado, mas vivido em plenitude
Que Jesus seja o verdadeiro sentido não em uma noite

mas numa vida inteira. Feliz Nata!!!

 

terça-feira, 10 de outubro de 2023

O Mar...

 

É interessante minha relação com o MAR... tanto o é que casei com um MARinheiro (risos). Inspirado nesse infinito misterioso, escrevi este texto.

 

O MAR...

Fonte: https://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-royalty-free-mulher-que-anda-sozinho-na-praia-image4542449.   

 

O mar sempre foi mais do que um lugar: foi minha casa, meu refúgio e meu destino. Sinto por ele uma saudade com cheiro e sabor de sal, um tipo de nostalgia que não se explica, apenas se sente, como o vento que sopra sem pedir licença e bagunça tudo por dentro.

Nele, tirei lições que aprendi nos seus silêncios; entendi que nem toda calmaria é paz, e que nem toda tempestade é destruição. Ele me ensina sem palavras.

Meus dias com ele começam no balanço das ondas, no som dos pássaros... Mergulho nele as dores, as mágoas, as tristezas e tiro dele forças para nadar neste mundo difícil. Ao olhar o horizonte, contemplo a beleza que é ser infinito...

O mar é um mistério que me encanta e me assusta, como se guardasse em suas profundezas segredos que minha alma reconhece, mas minha razão teme descobrir. Há algo em seu movimento constante que me chama e, ao mesmo tempo, me alerta como um convite perigoso, impossível de recusar.

Ele me envolve com sua beleza, mas nunca revela tudo o que esconde e talvez seja justamente isso que me prende: a certeza de que, por mais que eu o contemple, jamais o compreenderei por completo.

De tudo isso concluo que sinto por ele um amor enigmático e percebo que há amores que não foram feitos para durar na superfície, mas para afundar… e se eternizar.

sábado, 5 de agosto de 2023

Máquinas jamais substituirão pessoas

 

Certa vez, participei de uma formação do Google for Education pelo Cefor. Foram três dias “vivendo” a tecnologia; minha mente trabalhava intensamente e os dedos não paravam de coçar, ansiosos por explorar cada possibilidade apresentada.

No último dia, um dos tecnólogos leu uma mensagem escrita por ele, em forma de agradecimento por mais essa oportunidade. Este artigo já estava nos meus planos, mas, com a reflexão daquele cursista, ganhou ainda mais fôlego, reforçando uma verdade que precisa ser constantemente lembrada:

 

MÁQUINAS JAMAIS SUBSTITUIRÃO PESSOAS

 
Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/trabalho-humano-x-m%C3%A1quina-cibele-sanches.

 

As máquinas estão a nosso serviço. Sempre precisaremos delas para otimizar processos, para ampliar possibilidades, para encurtar distâncias... no entanto, elas são totalmente dependentes de nós. Somos nós que criamos, alimentamos, programamos e damos sentido à sua existência.

Além disso, há algo que possuímos e que jamais poderá ser replicado por códigos ou algoritmos: a sensibilidade. Por certo, existem inúmeros aspectos da humanidade que as máquinas não possuem; contudo, o sentir é o que mais nos distingue: sentimos alegria, dor, saudade, empatia; somos capazes de perceber o que não é dito, de acolher com um olhar, de transformar ambientes com uma palavra.

Na educação, essa verdade se torna ainda mais evidente. A tecnologia pode ensinar conteúdos, pode informar... mas não substitui o professor que percebe o estudante silencioso no fundo da sala; ela pode oferecer respostas rápidas, mas não substitui o abraço que conforta, o incentivo que levanta, o olhar que acredita.

Máquinas podem armazenar dados, mas não constroem vínculos; podem simular conversas, mas não vivem relações; podem executar tarefas com precisão, mas não carregam histórias, memórias e nem afetos. Por isso, mais do que temer a tecnologia, precisamos aprender a usá-la com sabedoria. Não como substituta, mas como aliada; não como protagonista, mas como instrumento.

Porque, no fim, o que transforma o mundo não é a inteligência artificial – é o coração humano disposto a amar, a ensinar e a cuidar.

 


sábado, 27 de maio de 2023

O nosso amigo dorme...

 

Estou emotiva... Perdi muitos amigos, parecer que a dor é última palavra e, assim, vou escrevendo...Veio-me à mente o nosso Cristo em frente ao túmulo de Lázaro. Enquanto todos viam morte, Jesus via descanso. Enquanto o choro dominava o ambiente, Ele carregava consigo a certeza do milagre. Aquilo que para os homens era irreversível, para Jesus era apenas uma pausa, um intervalo antes da manifestação da Sua glória.

Assim quero dizer a todos vocês:


O nosso amigo dorme...

Fonte: https://www.ikebanaflores.com.br/blog.

 

Resta a dor… a saudade… As lembranças se tornam mais vivas, mais intensas, quase palpáveis. E aquilo que antes parecia um sentimento grande, de repente se revela imenso, como se fosse grande demais para caber no peito.

É curioso o que acontece com o nosso coração, passamos tanto tempo ao lado de alguém e achamos que sabemos o tamanho do que sentimos, mas quando essa pessoa se vai, percebemos que havia muito mais guardado dentro de nós do que conseguimos expressar.

Hoje, parece que minhas palavras chegam tarde aos ouvidos de quem partiu, entretanto, não é tarde demais para o céu... Sei que que Deus pode me ouvir e Ele conhece bem o que carrego no coração.

Há amigos verdadeiros que se tornam irmãos... e quando choramos sua ida, o fazemos não por desespero; nossas lágrimas falam de amor, carregam gratidão por tudo o que vivemos, por todos os momentos compartilhados, pelas lembranças que agora guardamos como um tesouro.

Nossos caminhos se separaram aqui, mas a esperança que nos abraça com força nos diz: Hoje, nosso amigo dorme; amanhã nos encontraremos novamente e, lá na glória, livres da dor e da saudade...  

sexta-feira, 31 de março de 2023

Série Mulher Cristã - Ana

 

Série: Mulher Cristã

Em tempos difíceis

 

Em tempos difíceis, em que era vergonhoso ser estéril, busquei socorro nAquele que tudo pode. Durante anos, com amargura da alma, orei e chorei abundantemente na presença do Senhor e incessantemente busquei alcançar dEle essa graça.

 

Um dia, Ele me ouviu e fui agraciada, dando à luz a um menino; sem pestanejar, ofereci-Lhe o filho que me deu e foi grande em Israel.


 

Fonte: https://www.pinterest.co.uk/pin/666814288558607815/.

 

 

Eu sou...

 

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segunda-feira, 27 de março de 2023

Série Mulher Cristã - Tabita

 

Série: Mulher Cristã

Em tempos difíceis

 

Em tempos difíceis, em que havia muita pobreza em Jope, minha cidade natal, fui pioneira no trabalho social na igreja de Deus, costurando roupas para dar às viúvas e às mulheres necessitadas da nossa sociedade.

 

“De graça recebei, de graça dai”, foi isso que nosso Cristo nos ensinou, assim, eu e muitas outras mulheres servíamos ao Todo-Poderoso por meio de nossas habilidades. A Ele a honra!!!

 

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/554646510334800143.

 

 

Eu sou...

 

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TABITA

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sábado, 25 de março de 2023

Série Mulher Cristã - Sara

 

Série: Mulher Cristã

Em tempos difíceis

 

 

Em tempos difíceis, em que tivemos de deixar nossa parentela e sair andante para uma terra desconhecida que o Senhor nos prometeu, Ele me favoreceu, concedendo-me a bênção de um filho.

 

Eu era estéril e avançada em idades, mas para Deus nada é impossível e, na minha velhice, concebi o filho da promessa, sendo considerada a mãe de todas as nações.

 

Fonte: https://aminoapps.com/c/cristaos-amino/page/blog/.

 

 Eu sou...

 

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